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Um olhar sobre a espiritualidade

“Ser espiritual é despertar a dimensão mais profunda que está em nós, que nos torna sensíveis à solidariedade, à cooperação, à compaixão, à fraternidade universal, à justiça para com todos, à veneração e ao amor incondicional. E controlar seus contrários. ”
LEONARDO BOFF

 

Diante desta citação, podemos refletir que a espiritualidade ultrapassa o monopólio das religiões e adentra num princípio infindável da existência humana, como parte do seu devir, muitas vezes levando luz onde o horizonte se obscurece.

Consonantemente, o cultivo da espiritualidade, já que não se caracteriza sem ação de cuidado, frutifica em vidas longevas e conexões com valores transcendentes, que provocam a felicidade, sem alienação ou euforia histriônica. Práticas que serenam a alma a ponto de que a escuta do outro traga a compreensão de si mesmo, aquietando julgamentos severos e promovendo ações de aceitação e transformação.

Invoca um soberano amor à vida, em que as diferenças são contempladas sem detentores da verdade e com o respeito inclusivo. Em que a vida ocupa o lugar de sacralidade e por consequência, tudo o que a ela se relaciona no âmbito de preservá-la e promove-la como bem maior.

O que temos visto é que estamos nos distanciando desta compreensão e por consequência, desta prática coletiva que nos confira dignidade e honradez. Assim, acabamos por adoecer individual e socialmente. Provavelmente, precisamos nos ater ao que diz Dalai Lama: O problema fundamental, acredito, é que em todos os níveis estamos dando atenção demais para os aspectos externos e materiais da vida, enquanto negligenciamos a ética moral e os valores internos.

Por valores internos me refiro às qualidades que todos apreciamos nos outros, e sobre os quais todos temos um instinto natural, herdado em nossa natureza biológica, como animais que sobrevivem e prosperam somente em um ambiente de cuidado com o outro, afeição e bom coração — em uma única palavra: compaixão. (In: “Beyond Religion”, 2011)

A espiritualidade nos converge ao reconhecimento de nossas similares, principalmente quando nos percebemos mortais, coabitantes da casa comum, companheiros de uma mesma época e cheios de obscuridades, que podem ampliar nossa visão ante ao que é sagrado, ao que é vital ou nos levar ao delírio de sermos o epicentro da realidade, capazes de fazer o universo conspirar a nosso favor.

A magnitude da espiritualidade é revelar nossa pequenez ao mesmo tempo em que ressalta nossa potência inigualável. Quanto mais absorvemos nossa condição de vulnerabilidade, impermanência e ignorância, menos riscos temos de nos asfixiarmos por nossos próprios egos.

Ao mesmo tempo, capacitamo-nos mais e mais à nobreza de saber adequar a si e seus desejos ao mundo que nos rodeia e que generosa e sutilmente nos oferece bênçãos e maldições. Cabe-nos escolher.

 

Dra. Ana Cristina
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[1] Psicóloga, psicodramatista e diretora do Centiser – Centro de Tratamento e Integração do Ser.

 

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